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Novo aparelho de teste de diabetes usa lágrimas ao invés de sangue

Novo aparelho de teste de diabetes usa lágrimas ao invés de sangue

Há muito tempo que pesquisadores e médicos buscam uma forma indolor de testar o nível de açúcar no sangue. Estudiosos da Universidade de Michigan (EUA) podem estar chegando perto dessa descoberta. Eles desenvolveram um aparelho sensor que detecta níveis diluídos de açúcar em lágrimas.

A diabetes é uma doença que causa aumentos anormais dos níveis de açúcar no sangue – seja porque ela faz com que o pâncreas pare de produzir a insulina (que regula a glicose no sangue) ou porque faz com que células do corpo se tornem resistentes à insulina, sendo incapazes de absorver esse açúcar. Dependendo do caso, um paciente pode precisar checar o nível dessa substância até mesmo dez vezes em um único dia, já que essa taxa pode flutuar muito ao longo de 24 horas.

A demanda para testes feitos sem sangue é alta. A idéia de utilizar lágrimas surgiu pela primeira vez em 1937, por ser uma técnica mais confortável para o paciente. Mas a logística de se trabalhar com esse fluído impediu avanços.

“Os principais desafios são a evaporação, concentração mais baixa de glicose em lágrimas do que em sangue, menor volume – tem muito mais sangue do que fluído de lágrima – e a não estimulação do olho; não esfregá-lo”, explica Jeffrey LaBelle, engenheiro envolvido no estudo.

O Dr. George Grunberger, da Associação Americana de Endocrinologistas Clínicos, explica que “essa é uma área extremamente quente. As pessoas vêm tentando ler a glicose através da pele, através de medidores ligados ao lóbulo da orelha. Já houveram máquinas no mercado, mas elas tiveram que ser retiradas por inconfiabilidade e má reprodutividade”.

Como a base do planejamento dos cuidados com a diabete é feita a partir de amostras de glicose no sangue, os exames são extremamente necessários e é importante que eles possam ser considerados seguros e eficientes. Por isso, apesar dos avanços recentes nos testes com lágrimas, pode levar algum tempo até que essa tecnologia esteja disponível no mercado.

A pesquisa foi publicada no periódico Analytical Chemistry.

Fonte: Live Science






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