Até que enfim algumas pessoas resolveram soltar o verbo técnico econômico e socioambiental sobre a UHE Belo Monte, no Alto Xingu. OEA e ambientalistas hipócritas dizem que a Belo Monte só trará impactos negativos para o mundo. Eu, nessa singela, jovem e simples visão do mundo contemporâneo, vejo que teremos sim algum impacto, pois está previsto e com planos de contingenciamento de riscos. Para quem não sabe, um projeto de tal magnitude (ou qualquer projeto profissional) conta com profissionais capacitados para desenvolver o que nós, gerentes de projeto, chamamos de nove áreas de conhecimento em projetos (escopo, tempo, custo, qualidade, recursos humanos, comunicação, riscos, aquisição e integração) criados para desenvolver projetos com o mínimo impacto negativo em todos os seus aspectos.
Toda evolução tem perdas, se não fosse assim não teríamos evoluído ao ponto em que estamos hoje, ou seja, não teríamos saído da fogueira dentro das cavernas para a energia que move o mundo moderno e está presente em tudo o que usamos ou fazemos. É hipocrisia demais ficar taxando como o “bicho papão” do Brasil um assunto em pauta há tantos anos (mais de três décadas). As reduções, adaptações, previsões, foram todas alteradas durante este período para configurar a sustentabilidade de negócio no país. Observe o seguinte, a UHE Belo Monte, vai gerar 40% do potencial hídrico e a média brasileira é de 53%. Captou a mensagem?
Existem tecnologias para impactar o menos possível o meio ambiente, tem até um projeto chamado EIA/RIMA que é o estudo e o relatório do impacto ambiental causado pelo empreendimento, sem esse projeto esmiuçado e com as licenças aprovadas não há liberação para implantação e operação.Agora que começa o seu desenvolvimento pleno depois de inúmeros debates e reengenharias para a otimização dos processos industriais vamos parar o investimento já realizado por notícias escandalosas de pessoas que não pesquisam ou não observam a integra do trabalho? É muito fácil e cômodo criticar sem pesquisar, sem entender, sem destrinchar o tema e seus projetos.
É fácil aparecer na televisão e dizer palavras bonitas de apoio e auxílio enquanto a própria população do Pará prioriza a criação da usina, afinal haverá com toda certeza crescimento econômico e social, aumento da prosperidade da vida da população ribeirinha, por eles serem deslocados e conseguirem contato com cursos profissionalizantes para seu ingresso no mercado de trabalho, até mesmo dentro do próprio investimento, que vai gerar 80 mil empregos indiretos e 20 mil empregos diretos. Como deixar de visualizar isso vendo a carência da população brasileira? Mandaremos algumas pessoas que vivem no conforto e na alegria aqui na região rica do sudeste brasileiro para lá passar alguns meses no conforto possibilitado pelo desenvolvimento do estado do Pará, que tem um desenvolvimento tardio assim como tantas outras unidades federativas do país.
Só que há uma diferença, por serem novos desbravadores da modernidade e inovação, estes estados crescem com sustentabilidade e tendem a ter uma qualidade de vida melhor do que as cidades desenvolvidas do sudeste, digo isso observando algumas cidades do Mato Grosso do Sul à qual conheci. Belo Monte vai gerar 11 Mil Mwh para todo o Brasil, ou seja, o programa Energia para Todos do Governo Federal será realidade e não mais somente uma provisão. Assim como tantas palavras bonitas na Constituição Federal de 1988 em vigência no país, se não houver ação, a omissão mais uma vez vencerá deixando a desejar o que os dicionários definem sobre ordem e progresso.
Belo Monte tem uma queda natural de 90 metros, em local nenhum se vê uma área tão propensa a uma implantação da UHE. No projeto proposto em 1975, eram para ser alagada uma área de 1225 Km², só que com a intervenção da promulgação constituição federal de 1988 o Brasil passou a defender as áreas de reservas indígenas e o projeto pegaria parte da área da reserva de Bacajá e teria que ser aprovado pelo congresso.Para evitar bafafá, a Eletrobrás diminuiu a área para 440 Km², saindo totalmente das áreas de reserva indígena.
Não vou nem entrar na questão indígena neste artigo, pois a minha visão antropológica sobre a questão indígena é fora de alguns padrões que a sociedade prega.Índios que vestem ternos, falam em celulares de última geração e acessam a internet do “meio do mato” (afinal, eles já vivem no meio de nós) através de Ipad´s podem ainda serem considerados índios e continuarem a não responder de acordo com a jurisprudência nacional? Acho muita hipocrisia dessa classe falarem em deslocamento de seu habitat natural sendo que os mesmos já estão ingressos na sociedade há tempos.
Vejo que aquela comunidade indígena que ainda não teve contato com a cultura do homem branco deve ser sim preservada e deixar a cargo do Estado preservar sobre a mesma, afinal isso está disposto nos artigos 231 e 232 da Constituição Federal de 1988.
Vejo sim pequenos pontos negativos na construção de Belo Monte, como todo negócio tem seus pontos fortes e fracos, porém toda evolução necessita de perdas e nunca vamos agradar gregos e troianos, só que os três poderes (legislativo, executivo e judiciário) mais a iniciativa privada tem que apoiar o que é melhor para a harmonia da sociedade, mesmo que a sociedade não visualize dessa forma, por causa da alienação constante da mídia e das organizações ambientalistas que tratam as questões como se fosse o governo.
Essa é a minha visão positiva da implantação da UHE Belo Monte, onde formei uma opinião concreta com pesquisas, anos de estudo nos bancos do colégio teórico e do colégio da vida. Ao menos saí da comodidade do sofá da minha casa para enfrentar cadeiras duras na universidade e bibliotecas, e você, está balançado com tanta informação? Então já andou um passo rumo à evolução, pois agora irá pesquisar melhor sobre o tema, mas se você ficou indignado com tudo isso, me desculpe, prove-me o contrário!