Assassinatos gratuitos, vandalismos constantes, festas regadas a álcool e a outros entorpecentes, poluição sonora diuturnamente, panis et circenses enganando aos menos favorecidos dentre outras tantas barbáries inundam nossa Patos de Minas. Sem falar do amargo, irrespirável e sufocante perfume com aroma de urina de gado a sufocar-nos durante a noite. Estamos literalmente encurralados. É, amigo, a coisa tá feia. A quem recorrer?
Sem especificar culpados nem inocentes.
Sem direcionar ataques desnecessários a quem quer que seja, reflitamos “conscientes” sobre a falta de planos que enalteçam a dignidade da pessoa humana em nossa cidade. Planos que nos propiciem percepções das causas destas intempéries (estamos focados apenas nas consequências). Precisamos de nos perguntar por que estamos vivenciando tais absurdos? Por que tantas mortes? Por que tantas armas nas mãos de adolescentes? Por que tanto vandalismo juvenil? Por que tanto álcool e tanta droga regendo festas e baladas? Por que tanta poluição sonora noite e dia? Por que tanta catinga durante a noite? Por que tanta falta de lazer público? (que não seja regado somente a bebidas)
As origens destes absurdos nos condicionam a encará-los, amenizá-los e até extingui-los. Para isso precisamos de planejamentos para superá-los. Precisamos de planos seguidos de ações concretas e não de ações meramente eleitoreiras. Precisamos conscientizar-nos politicamente e encarar tais problemas sociais como pessoas adultas, responsáveis e conscientes. Afinal, tudo está relacionado à política.
Em toda sociedade democrática a consciência política é conceito essencial para a construção da dignidade humana. Sem consciência política cria-se uma sociedade alheia aos problemas sociais e indivíduos avessos à sua própria importância política. Todos somos políticos. Quando não nos percebemos como tal ficamos por aí feito cachorro vira-lata mendigando restos daqueles que se dizem nossos representantes. Políticos somos todos nós. Poucos, no entanto, têm tal percepção e os nossos representantes agradecem nossa viralatice. Política é como conjugar o verbo SER.
Pena que em Patos há um ingênuo predomínio de se conjugá-lo apenas nas terceiras pessoas como se o verbo SER, seguido do conceito “político” fosse, em nossa cidade, um verbo defectivo. Aí as terceiras pessoas fazem o que bem entendem. As primeiras e segundas pessoas inexistem e quando tentam se mostrarem, coitadas, só reclames, reclames e reclames.
Conscientizando-se politicamente podemos, aí sim, unir-nos nas cobranças para construirmos uma Patos de Minas melhor para nós que a amamos e para nossos filhos que estão aprendendo a amá-la.
E como pais e filhos de Patos de Minaspodemos participar da construção de uma cidade acolhedora para as pessoas de bom grado. Podemos cobrar o desenvolvimento urbano planejado com respeito à dignidade humana, às leis de trânsito, ás árvores que enfeitam nossas praças e avenidas. Podemos cobrar a preservação do nosso patrimônio histórico (os mesmos desaparecem na calada da noite, aliás, em Patos na barulheira da noite). Podemos cobrar de nossos representantes algo mais do que menções honrosas, trocas de nomes de ruas dentre tantas bobagens vistas por aqui. Podemos cobrar dos mesmos o mínimo de interferência para determinarem traçados de ruas que respeitem nossos pequizeiros, discutirem e aprovarem planos urbanísticos que evidenciem a pessoa humana tais como:
ruas exclusivas para pedestres (calçadões), plano de transporte coletivo dividindo a cidade em áreas de concessão para outras empresas, plano de vitalização do parque municipal do mocambo com enfoque irredutível de preservação ambiental, de saneamento e de área de lazer, plano que evidencie a educação como primazia na erradicação da violência juvenil, do vandalismo presente, da poluição sonora valorizando professor e aluno. Professor com equiparação entre PI e PII e aluno com ensino integral e de qualidade.
A democracia tem regras. Têm direitos e deveres. Ambos coesos. Ambos direcionados e contidos em cada um de nós. Somente se apercebe destes valores quando se adquire consciência política, sem a qual continuaremos desrespeitando-nos e ao outro. Continuaremos aceitando sem questionamentos as barbáries que inundam nossa cidade o que, de certa forma, está inundando a nós mesmos tirando-nos a liberdade e perpetuando nosso comodismo e nossa isenção política.
consciencia politica é não votar mais, só quando realmente achar candidatos competentes e no Brasil não tem será que precisamos importar.
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ame amei amei esse texto muitooooooooooo interessante parabens ao escritor