Olá para todos!
Embora os diversos afazeres em nosso cotidiano, não podemos deixar de utilizar esse espaço, que nos proporciona uma válvula de escape muito significativa para o debate de diversas questões e, até mesmo, como desabafo para temas e/ou problemas que assolam a nossa sociedade.
Um desses temas constantemente teima a me trazer uma indagação muito séria: onde estão os nossos heróis?
Pela descrição dada pelo Dicionário Michaelis, o termo “HERÓI” é tido como sendo aquele “Personagem preeminente ou central que, por sua parte admirável em uma ação ou evento notável, é considerada um modelo de nobreza.” A partir dessa descrição tentamos então identificar, nas últimas décadas e no momento presente, aqueles personagens que se enquadram nessa definição e que podem servir de referência para as gerações que representam cada uma dessas décadas vividas e do momento presente.
Em se considerando a descrição literal do termo, há que serem considerados heróis aquelas personalidades que são tidas como um modelo de nobreza, sendo que nobreza refere-se a austeridade, generosidade, brio ou distinção. Assim, torna a indagação: onde estão essas personalidades que se portam, em uma ação ou evento, desprovidos do interesse pessoal, de forma austera, generosa, briosa ou distinta, em prol de toda uma coletividade?
Já a alguns anos venho a fazer essa indagação e a analisar fatos e personagens que surgem em nossa mídia e no cenário mundial, na tentativa de identificar alguém com esse perfil e chego sempre a conclusão que nos dias atuais e nas últimas décadas não tivemos nenhum “herói” que seja referência às suas gerações.
Ressalva há que ser feita, como referência de humanidade e de nobreza que perdura já a alguns anos, por exemplo às pessoas de Mahatma Gandhi, Nelson Mandela e Martin Luther King, defensores da verdade e da não violência e que dedicaram suas vidas e até mesmo a liberdade em prol desses princípios.
Infelizmente a grande maioria das pessoas e principalmente nossos jovens não sabem da história dessas personalidades e o pior, não conhecem esses princípios que lhe custaram a vida ou a liberdade, vindo circunstâncias e eventos efêmeros a proporcionar muito mais interesse à essas gerações que não possuem qualquer referência de nobreza.
O pior nesse contexto são os falsos heróis que surgem como cometas e que se vão tão rapidamente da mesma forma que surgiram, bem como outros que são assim intitulados em total aversão ao significado real da palavra.
Daí a latente inversão de valores que temos em nosso cotidiano.
Infelizmente a mídia estampa e proporciona uma atenção indevida à esses personagens, que tem a sua vida pautada somente por valores anti-sociais e alheios à importância da família na formação do caráter do indivíduo.
O pior de tudo é que são motivação para filmes que ilustram e representam os nossos produtores e roteiristas do cinema nacional. Nos últimos anos destacam-se os filmes, por exemplo, do ídolo da música dado ao uso e tráfico de drogas, à orgia regrada ao consumo excessivo de bebida alcoólica, ao uso de palavrões e termos chulos até mesmo com sua mãe, conforme claramente demonstrado pela telinha; e recentemente, dizem ser sucesso nas bilheterias nacionais, de outro que apresenta a vida de uma prostituta que, assim como o ídolo da música, se presta ao consumo excessivo de bebidas e de drogas, cenas totalmente despidas de qualquer pudor e que são apresentadas à todo o público que as assiste, dentre eles jovens e crianças em formação de caráter.
Essas são as referências de sucesso que são repassadas à nossa sociedade, aos nossos jovens, numa latente e perniciosa inversão de valores morais, sociais, de respeito e de crença em Deus.
Mesmo que tenhamos esforços pelas diversas igrejas, religiões, credos e sociedade organizada para o culto desses valores, a mídia é perniciosa e devastadora, pondo por terra todo o significado da união familiar e do respeito entre as pessoas, em prol de uma maior pontuação no ibope e do poderio econômico advindo do circo que se apresenta.
Assim, compartilho com vocês essa séria indagação, para reflexão e opinião: onde estão os nossos heróis nessa latente inversão de valores que vivemos em nosso cotidiano? É cabível a indignação nesse contexto?
Um grande abraço!
Elias Perpétuo Saraiva.
Oficial da Polícia Militar, graduado em direito pelo Unipam.
hello my special friend !I am glad to see a very wisdom person like you here talking like this. that's all well said.
como diz a cançao,,,,,e Cazuza, meus herois moreram de overdose, ou seja , cansanram de ser heroi e de buscar essa caracteristica como estilo de vida porque socialmente somos prensados para sermos consumidores de uma sociedade de repetir como uma maquina de xerox, onde nossos sonhos, venturas e expontaneidade sao vendidas para paises distantes que teimam e serem as unicas fontes de bom caracter e de liberdade. Nenhum povo é dono da verdade por um periodo interminavel.
Temos heróis sim! Quem não ouviu falar em Irmã Dulce, o "Anjo Bom da Bahia"? Mais recentemente, perdemos outra heroína brasileira para quem eu tiro o chapéu por ter salvo inúmeras crianças que seriam vitimadas pela desnutrição. Trata-se da médica pediatra Zilda Arns. Infelizmente a mídia não divulga esse tipo de ação. Pessoas que doaram a vida ou grande parcela dela para praticar o amor ao próximo. Temos heróis e heroínas. O problema é que esperamos vê-los vestidos em trajes fantasiosos e demonstrando apenas força. Tancredo não foi herói? Alguém ainda se lembra do homem que lutou e derrubou o comunismo do Leste Europeu? João Paulo II. Que tal Madre Tereza de Calcutá? Que tal o cidadão que achou R$70.000 dentro de um ônibus e devolveu ao seu dono sem aceitar a recompensa, apesar de ter perdido sua casa nas enchentes do Rio? Heróis, nós temos. Talvez faltem a divulgação de seus atos e coragem para seguir seus exemplos.
Eu já li isso por ai. Seus questionamentos estão baseados na sua concepção de mundo. Como assim? Você nasceu e conheceu a Igreja Católica no seu tempo de vida, provavelmente por seguir os passos de seus pais e/ou para posicionar-se diante da sociedade como uma pessoa de valores. Agora vamos lembrar-nos da Inquisição que perseguiu, torturou e matou milhares justamente por querer a todo custo impor esses valores a sociedade da época. Dizer o que é certo e o que esta errado é uma coisa muito perigosa, trata-se de questões muito subjetivas. Os jovens de hoje não conhecem ou não se interessam pelos “antigos heróis” por que nasceram em uma época onde a liberdade e os valores individuais prevalecem. Então quem realmente esta errado, os que idolatram os antigos heróis libertadores, como se o homem não nascesse livre, ou será que os jovens por não louvarem um passado que eles não viveram. Logicamente conhecer a historia é importante, mas viver a historia como se fosse algo do seu mundo atual é nostálgico e improdutivo. A mídia tem um papel muito importante, mostrar o mundo como ele realmente foi ou é. Cabe a cada pessoa avaliar e saber filtrar o que é bom e o que não é. E uma sociedade inteligente e questionadora com certeza saberá.
Parabéns, comandante. Faço minhas suas palavras..
Parabéns Elias Saraiva. Realmente somos pobres de espírito e de inteligência.Pelo que entendi nós realmente valorizamos a Bruna Surfistinha e o Cazuza. Batemos palmas para os viciados e prostitutas.
Amigo Elias, faz tempo que penso sobre isso. Cheguei a conclusão de que o poder que comanda a nossa sociedade não está nenhum pouco interessado no nascimento de heróis. Heróis são questionadores, dão a vida por uma causa, conseguem levar multidões a tentarem a libertação e podem desmoronar uma ditadura. Basta observar: Sarney gostaria de ver o surgimento de um herói? e o Fernando Collor? e a família Roriz? Inflismente o que surge são falsos heróis forjados pela midia para alucinar a população; às vezes um jogador de futebol, um cantor sertanejo que abarrota arenas ou mesmo um ator de cinema ou novela. Nascem muitos verdadeiros heróis em potencial, mas infelizmente há muitos Heródes para acabar com eles.